domingo, 7 de dezembro de 2008

Pistas sobre mim mesma

Louise Hay. Nunca imaginei que veria um programa dela e efetivamente ele fizesse algum sentido para mim. Preconceitos com auto-ajuda definitavamente ainda tenho. De alguma maneira sinto que são alienantes, assim como alguns caminhos religiosos. Porém, em certa medidas eles "funcionam" para algumas pessoas. Na verdade não quero dizer nada disso. Acredito ainda estar doidona de cafeína enquanto escrevo isso, mas a verdade é que o mundo contemporâneo parece produzir uma certa inconstância que para mim é insuportavelmente incômoda. Talvez minha missão seja tentar lidar com isso na minha vida. A gente nunca perde nada e nem ninguém na realidade.
"As coisas que amo, deixo-as livres. Se voltarem, é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as tive". Essa frase é do escritor Saint Exupéry.
Tem coisas, fatos, acontecimentos, pessoas na sua vida que te marcam de uma maneira que vc nem sabe como. Às vezes, na maioria das vezes são coisas ínfimas, bobas que na hora vc nem sente como se fossem pequenos milagres ou grandes acontecimentos na sua vida, mas depois acaba percebendo que foram e são.
Essa frase acabei comprando de um vendedor de poesia ambulante em um congresso de psicologia que fui em Santa Catarina. Esse congresso acabou sendo mais que um congresso. E essa frase mais que um mero cartão. Nesse congresso encontrei pessoas fenomenais que ainda fazem parte da minha vida hoje e sempre farão, apesar de algumas estarem bem longe e eu não saber se algum dia ainda nesta vida as verei. São pessoas que admiro muito e estão seguindo o caminho delas, com todos os tropeços e conquistas.
Tempos depois essa frase me ajudou a me desvencilhar de um amor que não conseguia deixar para trás e ainda hoje tenho dificuldades de lidar, de deixar ir. Foi meu primeiro amor, minha primeira decepção, meu primeiro apego.
Não é muito fácil, para mim, treinar o desapego, devo confessar. Talvez por isso eu simpatize tanto com o budismo. Mas as poucos acho que tenho tido grandes progressos. Ainda não sei a medida do desapego e o deixar de lado, mas é com a experiência que se aprende. Temos que estar maduros para dar o próximo passo. Não adianta querer forçar as coisas. Há de se ter paciência. Consigo mesma e com os outros.
Estou tentando deixar ir e esperando que voltem. E elas voltam de uma maneira ou de outra. (tenho que escrever um outro post sobre ser especial!! Tive esse insight hj tb!) Talvez voltem de uma maneira que vc ainda não entenda. Meio auto-ajuda, isso, não? Mas afinal como esse post começou?? Com Louise Hay.
Sempre quando vc se sente perdida em seu caminho, de alguma maneira o universo te mostra como voltar e ele. (meio Paulo Coelho isso, não?) Das maneiras mais irônicas, trágicas ou cômicas. Louise Hay foi uma dessa maneiras para mim hoje.
Lotada de cafeína, angustiada, não sabendo com lidar com a quantidade de energia, libido ou seja o que for dentro de mim, sentindo-me meio perdida de novo, Louise Hay vem e me diz impressionamente: Pensamento, subjetividade. Esqueça a parte do pensamento positivo. Volte a escrever seu projeto de mestrado menina-mulher!
Pistas de mim mesma espalhadas pelo caminho. Quem conseguir decifrá-las entenderá um pouco mais...
Tenho que melhorar esse post, mas em essência é isso que consigo dizer e elaborar hoje. Perdoem-me os mais exigentes...

Incrível como na internet vc escreve para ninguém e para todos ao mesmo tempo. Ao longo do texto vai percebendo vários interlocutores. Será que eles se percebem no texto tb?

sábado, 29 de novembro de 2008

Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a primavera abre
(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa
Ou se quiseres me ver fechado, eu e
minha vida nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas

O big bang

Não sei bem como se deu o nascimento deste blog. Acho que foi um pouco como quase tudo na vida. Um pouco disso, um pouco daquilo, e quando vc vê... já aconteceu. E vc só consegue explicar, ou melhor, tenta explicar retroativamente. Talvez seja influência da matéria sobre o blog do José Luis Peixoto (a explicação mais óbvia e que cria menos perguntas), ou talvez a necessidade de fazer algo nascer para dar conta da gravidez psicológica (não é mesmo Amanda?? viu? nasceu... quer ser a madrinha?? rsr), talvez seja reflexo da necessidade de recuperar um pouco do meu eu que deixo largardo aqui em Niterói quando vou trabalhar lá em Japuíba, talvez seja falta de falar com alguém, me comunicar com o mundo (já que com os meus amigos tá cada vez mais difícil) ou de tentar me redescobrir um pouco mais, de novo, através da escrita. Talvez seja tudo isso e mais muitas outras coisas que ainda não consigo nomear. Mas o importante é... Nasceu e está aqui. Bem vindo ao mundo! Ou melhor: Bem vinda ao mundo virtual!